domingo, 19 de setembro de 2010

Então deixe...

Deixe que eu escolha tua música, teu gesto mais legal,a tua piada...
deixe que eu componha a letra que embalará a tua trajetória, construída diariamente, diferente, entonante, fazendo combinações sonoras, sampleando, casando letra e música, meu coração no teu...
Deixe que eu enxugue as lágrimas que ainda não caíram, oh sim, àquelas que planejam te fazer derramar...
Deixe que eu te ajude na luta, que seja teu braço forte emaranhando as trincheiras que te livrarão da morte...
Deixa eu embalar teu riso bobo com uma poesia feita no dia a dia, quando menos esperar...
Deixa eu tecer tuas risadas, em gestos inesperados, ou palavras debochadas..
Só não me deixe te deixar, nem por um momento, nem mesmo em pensamento...
Não me peça pra parar.
N.B

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Desarme o medo...


corro,
medo,
ele se aproxima,
medo
fujo,
medo,
ele me alcança,
medo,
eu grito,
medo,
ele está aqui...
medo,
Paro,
medo,
viro-me,
medo,
Lanço-lhe o meu melhor sorriso,
medo,
ele desaparece...
Um problema
Torna-se grande,
quando lhe dá atenção,
torna-se pesado
quando o avaliamos,
torna-se enorme, quando giramos em torno dele, ou bailamos com ele em pensamento,
torna-se incomensurável,
quando o levamos muito a sério...
Porém, nadando no sentido inverso...
Um problema
torna-se pequeno quando o ridicularizamos,
torna-se leve,
quando o menosprezamos,
torna-se diminuto,
quando o ignoramos conscientemente
e desaparece,
quando o aceitamos.

Logoterápicamente[...]
N.B.B

“Não consigo” _Frase dita de forma tão fácil, tão rápida, tão cômoda,sem exigir reflexão, apenas um mover de lábios. E assim morreu uma possibilidade.

Como teria sido, se ela tivesse sobrevivido? Teria tornado o inesperado esperável? O inacreditável, acreditável?O ansiosamente desejado, palpável? Teria ela mergulhado na plenitude de sentido do mundo e teria realizado tudo o que esperava por sua concretização?

Mas ora vejam, posso questionar esse “não posso”. E então nasce uma possibilidade. Como seria se ela sobrevivesse?

Modificaria ela o modificável, abriria o que estava fechado, acordaria o que estava adormecido?

Traria ela de volta pra mim aquele “sim, eu posso”, frase difícil de ser pronunciada, mas capaz de nos tornar incrivelmente felizes, nos lançando a plenitude de sentido do mundo?

Possibiblidade, não passe adiante...Viva-a!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Que cesse a chuva, que surja as flores,só quero cantar...


Só queria não ter que fugir como bandido da polícia toda vez que te vejo, correndo para tão longe do meu irresistível sentimento, e poder assumir tranquila e firme toda aquela singela doçura a enrubescer minha face, plantando um sorriso na tua. Só queria (e tão somente) não ter que partir ao meio os fios tecidos pela harmonia do meu olhar com o seu, a emaranhar a o encanto certo e duradouro, plantado e regado a cada momento, e não perder nem por um minuto a sensação de estar no lugar e horas exatas, bem no meio da inexatidão dos nossos gestos espontâneos, rodeado de belas palavras. O que eu quero é tão simples. É como a bonança que antecede a tempestade não temida, por ter como certo o porto de escape, um farol a nos iluminar diante das trevas que se acortinam, nos fazendo enxergar através da lente que remete a alma, os desejos, anseios, as vontades, os enrredos. É poder gritar "Ação" para todos estes, agora sem temer represálias. É fazer um (sutil e desejável) passeio interior, sempre que o nosso exterior remeter ao caos, e condicionar a tristeza a ser mais alegre, a se entregar e emoção do nosso sonhar. Arco-íris na imensidão do olhar. É a certeza, após uma beber mais uma vez de um delicioso diálogo, que nossos pensamentos foram aprimorados, que nos tornamos melhores e mais admirados, da riqueza encoberta das nossas palavras e atos. E certamente, ao silenciar esse turbilhão de pensamentos, poder olhar de lado e sentir na sutileza de um toque, das mãos que brincam, dos braços que se tocam, dedos que se reconhecem, sem nada mais para preocupar. Seria como se tivéssemos uma secreta intimidade com o mundo, certa cumplicidade com o tempo. Uma tranqüilidade dilatada no peito, o olhar satisfeito, a mente entendendo que já nem precisa entender o que é prosa ou poesia. E o mundo inteiro cabendo num abraço, em harmonia. Eu só queria usar os superlativos que se cruzam entre uma sinapse e outra da minha mente sempre que eu sou obrigada a escolher com cuidado um adjetivo simples pra te descrever. Um desejo complexo? Apenas não usar mais pretéritos, por "mais-que-perfeitos" que sejam, pois parecem tão imperfeitos diante de você, és presente sem embrulho, sem amarras, sem laços. E o tempo do dia não seria mais composto por esperas, ele seria vivido. Perceberíamos a constante coreografia de nosso carinho, palavras a dançar nos lábios. Saberíamos, o amor vigora em nós, se alimenta de nossa própria existência. E o chão do sonho é macio, e tudo parece estar alinhavado, numa ligação sem sufocamentos. Não há labirintos, nem mapas, nem bússolas. No máximo o movimentar das folhas a nos guiar para a direção certa. E você tem todas as coisas sem precisar tomar posse delas. Você ama o amor, não o delírio de estar apaixonado. Há de novo um grande fascínio, onde as palavras escritas parecem acariciar o seu olhar. É como se fôssemos inundados pelo mar onde antes só havia um precipício.
Sim, acho que te desenhei em meu coração. Imagem espiritual onde você é minha idealização sem fronteiras. Onde minhas mãos alcançam suas dores inalcançáveis, onde os meus olhos percebam os detalhes imperceptíveis, Onde só haja você, você e você. Você sempre querendo amar, querendo mais, querendo um tanto faz, querendo um tudo...
Bem, e eu? Eu só queria...

Reticentemente
N.B.B

sábado, 28 de agosto de 2010

De "crisálida" leveza...


Estava eu alí, pedindo uma dose de leveza para essa impetuosidade que insiste em querer gritar para além das mordaças da situação. Estava eu ali, e consegui plena e terna, a leveza que tanto precisava... Agora flui dentro daquilo que eu chamo de infinito, essa leveza que grita em plenos pulmões, mas tão somente no silêncio de meu olhar !

N.B²

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O quanto de Deus voce poderia ser?


Ei, você mesmo, que reclama, indaga, corre para todas as direções, procurando culpados...
O quanto você daria por essa humanidade distorcida?
Você que sobe no palco da eloquência, que grita suas verdades, que demonstra com as próprias mãos a valentia aparentemente necessária para mudar o teor tenebroso da história...
Você ofereceria estas mesmas mãos para serem cravadas por pregos e assim escrever com seu próprio sangue uma nova história para a humanidade?
O quanto de amor você poderia ter?
Ei você, que desce do seu carro em meio a uma rua varrida pela pobreza e miséria, e brada mais uma vez a sua tão coroada solidariedade...
Você seria capaz de renunciar a glória de todo um universo, para vir a essa terra de desgraças e mentiras e coisas horrendas apenas para mostrar acesso a sua graça, verdade e beleza espiritual? Abriria mão do mistério e soberania de sua divindade por aqueles que o condenariam a morte?
O quanto de Cristo você poderia ser?
Ele sim, saciou a mais urgente das fomes daqueles que optaram (e daqueles que hoje optam) em seguí-lo. Fome espiritual que bens ou prazeres terrenos algum poderia saciar. Sim, ele trouxe visão aos que eram cegos, não só das maravilhas desse mundo, como a espiritual, que nos mostra as maravilhas do mundo vindouro. Você conheceria tão bem a alma humana como Aquele que a criou?
O quanto de liberdade você pode ter?
Você pode correr, pode sonhar, pode se dizer livre para fazer o que quer, e o que bem entende, porém sem a dependência total e absoluta de Deus, será incapaz de ser livre do maior adversário do homem: seus próprios pecados.
Então, até onde vc irá sem Deus?

N.B.B