domingo, 30 de maio de 2010

Voar, Lutar, Ousar, Vencer, Amar.


Me sinto tomada em tantos níveis de emoção. Como se estivesse numa arena, coração saindo pela boca na expectativa de quem venceria a competição. Sim, essa arena sou eu, o palco de meu interior. A largada foi dada. Quem vencerá? Vontade ou desejo? Razão ou emoção? Medo ou coragem? A dúvida terá chances ao pelejar contra a certeza, que chega acolá valente e impetuosa? E o amor, quem ousará enfrentá-lo? Terá pena reduzida aquele que o matar? Ou ficará preso no cárcere interior? CAMINHARÁ COMO UM “FORA DA LEI’’?Bem...Enquanto pondero sobre o veredito final, mais um fragmento...

"Há uma parte em mim que grita amor para todas as outras, usando o auto falante das palavras e a sutil segurança das entrelinhas. Essa parte de mim, esse sentimento sem nome nem “porquê” de existir, essa árvore que cresceu sem ser regada...

Fragmentos...

Resgato na memória aquela parte em mim, rasgadamente apaixonada. Pelo que nem sabes que és, configurado aqui. Lembranças do que nem eu sei, marcando todo meu ser desde aquele dia.

A essência que fui desde o princípio de tudo,eu guardei pra você,sem saber/poder mostrar em toda intensidade merecida. E tudo o que dela germinará, fluindo pura felicidade. Teu tesouro e calmaria.

Enamorada dos teus segredos sou, grande desconhecido pela incauta multidão que ao redor de nós permanece,olhando curiosamente. Nada enxergam além da capa. Sou secretamente fascinada pelas descobertas que farás em mim.

Sossego nunca mais! Três vivas para a nossa completa falta de tédio e pela magia que revelamos em cada desejo/vontade que assumimos. Falamos carinhosamente sobre cada devaneio que traçamos, na linha do tempo e do sentimento, da vida...

Longe do chão de nossos anseios, voaremos nas fartas asas da nossa ousadia. Serei o vento a soprar teu vôo suave e brandamente...

Carinhosamente."

N.B [Fragmentos de uma vida-parte II]

segunda-feira, 24 de maio de 2010

...é forma e coesão e projeto


Me elevo da lua .... me elevo da noite,
E percebo nesse lívido lampejo os raios do sol do meio-dia refletidos, "aquela coisa em mim .... não sei o que é .... só sei que está em mim.Não sei o que é .... não tem nome .... é uma palavra não dita,Não figura em nenhum dicionário nem expressão nem símbolo."
Para ela a criação é o amigo cujo abraço me faz recordar. Estão vendo isso Ó meus irmãos e irmãs? Não é caos nem morte .... é forma e coesão e projeto .... é vida eterna .... é felicidade. O passado e o presente definham .... já os enchi e esvaziei.

Passo a encher minha própria dobra do futuro. Vocês que me estão me lendo em cada uma dessas linhas! Você aí! algum segredo para me contar?
Encare-me enquanto assopro o discreto poente.
Seja sincero, ninguém está te ouvindo, só vou falar mais um minuto. Me contradigo? Tudo bem, então.... me contradigo; Sou vasta .... contenho multidões. Me concentro nos que estão perto .... espero na porta. Você vai falar antes que eu vá embora? Ou virá quando já for tarde demais? Também não sou facilmente amestrado .... também não sou facilmente traduzível. Solto meu grito bárbaro sobre os telhados do mundo. A última nuvem do dia se demora por mim. Lança minha semelhança após o resto, fiel como todas nos ermos sombrios. Me incita pro vapor e pro crepúsculo. Vou-me feito vento .... agito meus cabelos contra o sol fugitivo, Vai ser difícil você saber quem sou ou o que estou querendo dizer, Mas mesmo assim vou dar saúde, Vou filtrar e dar fibra a seu sangue.

Não me cruzando na primeira não desista,
Não me vendo num lugar procure em outro,
Em algum lugar eu paro e espero você !

N.B²

[... fragmentos de uma vida, parte I]

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Agora chamas de vazio?


O vazio são as coisas que não se diz, os olhares que não se encontram. O vazio são os sorrisos que não se formam, e que quando era sonho, existiam com freqüência...

O vazio é a piada não contada, são as histórias contadas e enfeitadas de aparência...

O vazio se perde na beleza oca, que hj encanta e amanhã não mais...

Mas o meu vazio é diferente, ele é do tamanho da esperança de uma nova transformação...

O vazio é um nome dado a qualquer coisa intangível, mas que mesmo assim temos vontade de pegar, de mostrar, de cuidar...

O vazio é o abstrato secreto que guardamos dentro de uma redoma de vidro, pra não mostrar a mais ninguém, pois pra nós ele não é vazio em si mesmo...

O vazio é olhar no espelho e ver que o passado não te fez apenas sangrar,e ver que as coisas são diferentes agora,mas mesmo assim ter medo..

O vazio é o que nos faz escrever metáforas, ou tentar a todo custo criar emoções que preencherão esse lugar,talvez vazio,talvez nem tanto...

Porque é esse vai e vem...

Vazio é não querer falar pra não lembrar, porque lembrar machuca, e lembrar leva embora o bom humor que se quer manter, mesmo que superficialmente...

O vazio é perceber que mesmo assim as lembranças vêm com a força da correnteza marítima em épocas de chuva.

O vazio é nossa fuga diária, que não esconde a curiosidade disfarçada de saudades, de sentimento, de ciúme...

O vazio é tudo que eu não quero manter...

Vai vazio, como uma flor na água que o vento leva...deixa comigo a esperança de que um dia tu voltes,e que ao olhar pra ti eu veja um sonho novo,configurado em alegrias que somente nós somos capazes de trocar...

N.B²

segunda-feira, 17 de maio de 2010

É preciso saber (con)viver!

"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!..".Essa frase veio do autor que fala de amizade da forma mais (simples) linda que meus olhos já leram. Paro um segundo da minha nada parada vida para analisar com cuidado. Ele disse arte? Ah, essa palavra tilinta como o soar de um sino em meu coração. A arte de conviver! Soa bonito,mas ao deparar com a realidade vigente no nosso admirável mundo novo, bom, bonito não é a palavra que eu usaria para tal. A cada dia que passa o ser "humano" torna-se mais tecnológico e menos humano. Parece que aprendeu a lidar com máquinas, e esqueceu-se de como estender a mão ao próximo. Parece que o homo sapiens esqueceu de usar aquilo que o torna "sapiens" para perceber que sem o outro jamais seríamos/seremos um "eu" completo e pleno.O que vemos de filhos que negligenciam o amor aos seus pais é gritante. Estranhos "convivendo" num mesmo lar. Na verdade a casa passou a ser um amontoado de gente que parece ter voltado a confusão de línguas em Babel. E falo com conhecimento de caso. Eu já "convivi" com essa realidade! Digo isso com toda a falta de orgulho do meu coração. Esquecemos que,se não começarmos dentro do nosso primeiro grupo social, cujo o nome é família, a plantar a semente do altruísmo, da efetividade social, tão necessário para curar nossas mazelas interiores, seremos pessoas medíocres. Então que tal sair do comboio do individualismo, da ostra do egocentrismo, e ver que você nada pode e nada é sozinho? Um simples gesto, uma conversa, pode fazer toda a diferença. É, mas não parece tão simples. Vivemos numa sociedade onde o lucro a qualquer preço derrubou o amor escada a baixo. Solidariedade? O que é? Dar um pão? Ou oferecer parte de seu coração? Será que em meio às suas orações pedindo vitórias pra sí,cabe um minuto de intercessão? Vc é capaz de abrir mão do conforto de sua casa para repartir com outros aquilo que de graça (e o que trabalhando) recebeis?
Ser simplesmente como Jesus implica nisso,afinal qual amor maior que esse, capaz de dar a sua própria VIDA por amor a nós? Ele veio ao mundo e ofereceu mais do que aquilo que estava ao alcance das mãos. Foi o maior artista na arte de conviver. Nos deixou um brilhante exemplo a seguir. Que tal a andar nos passos d'Aquele que disse: "Amai ao próximo como a tí mesmo?" Para viver em completude é preciso antes de tudo saber conviver.
Pensem nisso!
N.B.B

Alguma pergunta a mais?

Eu só queria respirar sem ser ofegante, e digitar de forma que meus dedos permaneçam intactos, e não parecendo embriagados como estão. Mas parece que a confusão mental inicial ainda ñ me abandonou. Recordo tanta coisa, e temo que o filme se repita. Temo ainda mais que ele continue, em mudo, preto e branco, e com o mesmo plano de fundo de sempre. Olho para trás nostálgica. Olho para frente esperançosa, e tudo em mim se bifurca, na minha luta interior de descobrir o caminho certo a seguir. Qual o próximo passo? A pergunta se repete, sem nenhuma pessoa capaz de respondê-la. Talvez, inconscientemente eu quisera que essa pessoa existisse, e que ela me desse um 'reply' seguindo de um fantástico 'stop'. Mas o que eu vejo é silêncio, e fuga. E essa velha roupagem, não mais me atrai. Percebo-me pequena. Noto-me maior do que minhas projeções. Sinto em mim um potencial que nunca vi antes. E isso me assusta!

É quando percebo que já atingi a maioridade mental necessária para me emancipar nas decisões. Percebo que os olhares não captam o que há aqui dentro, e na entrave de um olhar que aparentemente julga, noto o amor, que faz com que eu tome atitudes q eu desconfie ser fruto desse! Meu coração que agora enxerga fora da "caverna" segue seus rumos, ele se reconstrói. Mesmo em silêncio noto tudo a minha volta se modificando. Nasce um novo tempo, uma nova estação. Mas perguntas ainda ecoam no meu cérebro: Será q não existia muito mais? Será que o que parece continuar igual, não esconde uma surpresa? Aquele olhar de sempre ainda me traz tantas perguntas, que eu calo, que eu guardo. Ainda me traz motivos para sorrir, que eu abro mão. Terá tantas facadas emocionais me colocado em uma redoma? Terá eu, como boa aluna da vida,finalmente aprendido a lição?

Perguntas capciosas, não? Mas me recuso a achar que as palavras tenham sido em vão, quando tanta verdade oculta havia nelas. Recuso-me a acreditar que os melhores gestos sejam negligenciados, que toda renuncia nem tenha sido vista, e que, mais uma vez eu me encontre sentada em um lugar secreto, sozinha, agarrada aos meus mais puros pensamentos, banhados a lágrimas. O que eu esqueci, e permanece em mim, que todos desacreditam, terá um final diferente, ou terei que escrever uma nova história, dessa vez baseada em fatos reais? Fico na expectativa das coisas que ainda virão (ou não). A vida segue me dando novas perguntas. E quer saber? Lançarei-me em busca de suas respostas com prazer!

N.B

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Nosso querer se modifica a todo o momento...

Nossos sonhos, desejos, nossos projetos ganham novos ares... Até nossas memórias podem ser burladas...

Os sentimentos renascem, outros morrem. Cadê a coragem que existia a 2 minutos atrás? Pessoas em constante modificação... Significa maturação.

Nesse estado de transmutação,quando a borboleta ainda informe se encontra dentro do casulo,muitas são as especulações. Onde vai parar? Qual será sua forma final? Deus, em seu perfeito estado criativo, deu-nos de presente tal metáfora viva. Não podemos voar antes de estarmos prontos,se isso acontece,caímos.

Saber esperar o tempo de Deus pra nós remete a maturação espiritual que alçamos quando buscamos estar de acordo com sua vontade. Você se propõe a ficar mais um tempo no casulo?

Por: N.B

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um convite à lembrança...

E daí se o tempo passou? O que direi eu diante dessa explosão ciclica de emoções, diante de um fato anteriormente dito como esquecido, sendo o maior "desejo" anterior esquecê-lo...
Eu disse desejo? Errei! Esse permanece inalterado... Como inalterada permanece a inspiração captada num simples piscar de olhos, num gesto pronto pro abraço... no sorriso disfarçado e em cada linha dos textos que eu escrevia secretamente, destinados a uma só pessoa... Ninguém sabe? Todo mundo sabe? Quem é capaz de sabê-lo em toda propriedade e profundidade que absorve completamente esse meu interior, palco de apresentação dessa emoção atemporal, que resolveu resistir aos temporais e amores passageiros?

Vc sabe? Você percebe-se nas entrelinhas das minhas tentativas de fugir? Você se vê no meu gesto rápido em escapar daquilo que não posso? Nas estrelas captadas pelo meu olhar sempre que esse sai, estrada a fora, em busca do seu? Seu quem?

Quem poderá dizer?Se eu falar e meus ouvidos duvidarem, olharei e verei diante de mim então a prova concreta que poderei tocar, e esta ousará convencer minha mente daquilo que meu coração sempre soube...

Invariavelmente.