sábado, 28 de agosto de 2010

De "crisálida" leveza...


Estava eu alí, pedindo uma dose de leveza para essa impetuosidade que insiste em querer gritar para além das mordaças da situação. Estava eu ali, e consegui plena e terna, a leveza que tanto precisava... Agora flui dentro daquilo que eu chamo de infinito, essa leveza que grita em plenos pulmões, mas tão somente no silêncio de meu olhar !

N.B²

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O quanto de Deus voce poderia ser?


Ei, você mesmo, que reclama, indaga, corre para todas as direções, procurando culpados...
O quanto você daria por essa humanidade distorcida?
Você que sobe no palco da eloquência, que grita suas verdades, que demonstra com as próprias mãos a valentia aparentemente necessária para mudar o teor tenebroso da história...
Você ofereceria estas mesmas mãos para serem cravadas por pregos e assim escrever com seu próprio sangue uma nova história para a humanidade?
O quanto de amor você poderia ter?
Ei você, que desce do seu carro em meio a uma rua varrida pela pobreza e miséria, e brada mais uma vez a sua tão coroada solidariedade...
Você seria capaz de renunciar a glória de todo um universo, para vir a essa terra de desgraças e mentiras e coisas horrendas apenas para mostrar acesso a sua graça, verdade e beleza espiritual? Abriria mão do mistério e soberania de sua divindade por aqueles que o condenariam a morte?
O quanto de Cristo você poderia ser?
Ele sim, saciou a mais urgente das fomes daqueles que optaram (e daqueles que hoje optam) em seguí-lo. Fome espiritual que bens ou prazeres terrenos algum poderia saciar. Sim, ele trouxe visão aos que eram cegos, não só das maravilhas desse mundo, como a espiritual, que nos mostra as maravilhas do mundo vindouro. Você conheceria tão bem a alma humana como Aquele que a criou?
O quanto de liberdade você pode ter?
Você pode correr, pode sonhar, pode se dizer livre para fazer o que quer, e o que bem entende, porém sem a dependência total e absoluta de Deus, será incapaz de ser livre do maior adversário do homem: seus próprios pecados.
Então, até onde vc irá sem Deus?

N.B.B

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aqui jaz tua busca.Dentro de tí!


Segundo Lacan, nós seres humanos vivemos uma eterna busca pelo "objeto A". As vezes achamos que tal objeto é uma pessoa, então nos ancoramos nela, e por mais que seja o "objeto" errado, procuramos ser felizes com a ilusória visão de que é o certo. Nos cegamos pela ilusão de um falso amor. Mas, dentro de sí, percebemos viva e pulsantemente aquela falta. A falta do que nós achamos, ilusóriamente que já foi preenxido. A falta do desconhecido. Fazemos então a construção mental de que o que vivemos no momento presente é o melhor que conseguiremos, o mais perto que chegaremos da perfeição. Cessamos a busca. Pra quê? Pra prender a algo(ou alguém) uma emoção que quer ser livre? Mentimos pra nós mesmos e furamos os olhos da nossa própria razão. Pensamos, um dia amarei tal pesoa, completamente. Um dia me sentirei realizado e pleno com ela. Um dia, outro dia, todos os dias, a perpétua incompletude de dia nenhum. Algumas pessoas usam a carência como justificativa que tem como título "conversa fiada". Agora posso dizer, para além do meu universo de palavras milimetricamente ensaiadas, mais do que eu propunha: Querido iludido, amor é essa besta solta no pasto do coração. É vc não querer tanto que não consegue parar de querer. É certeza, corpo gritando de plenitude, tanto tempo buscada, e agora encontrada. E não há Lacan nem Freud que explique. É guardar as palavras de tão pulsante e vivas que parecem ser. É entrar na sua loucura e sacar aquela poesia escrita a tanto tempo no cerne do seu ser. Sim, posso pegar a sua fala e agora gritar pra você em plenos pulmões: Se liga. Abre os olhos da tua emoção. Acende uma luz nessa mente escura. Até quando viverás de metades e desconcertos? Até a tua fragilidade escondida sobre as sete capas da ironia não aguentar mais? Corre pro mar denovo, se entrega mansamente a forma como se envolves, com palavras, sentimentos e códigos. Penetra na tua "cortina de ferro" e vislumbra o "céu de brigadeiro" que insistes em negar. Bem, eu não sou ônibus, mas vou direto ao ponto: Sabe esse "eu" guardado que vc insiste em negar?Ele é o que produz tuas emoções mais verdadeiras. Fingir é a saída de emergência pra quem quem fugir de sí mesmo. Tem graça isso?Então vem de encontro a tí mesmo. Segue as trilhas marcada com migalhas atravéz da floresta do tempo.Quer que eu te diga uma frase de 10 letras que contém a tua verdadeira felicidade?Aproveita e absorve ela como uma órdem expressa: Se encontra!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ei você, descobre-me...


Ei, você nem sabe...
A vontade que eu tenho de, pelo simples poder de nossas mãos juntas, transformar este inverno em luz, em chama flamejante, calor, e explosão de cor. Um eterno amanhecer por dentro. Um sol constantemente aceso, inundando tudo quanto for fresta por luz, não dando mais lugar a sombra, cinza, frio, seco...
Ei, você nem sabe...
Eu sei um caminho para um lugar secreto. Eu sei a aposta mais legal do mundo. Eu sei fazer mímica, a mais engraçada. Eu sei sorrir em baixo d'água. Eu sei casar letra e música, e bailar alegremente num silênicio de matar. Eu sei cantar no chuveiro, como ninguém. Eu escrevo roteiros de vida, quase diáriamente. Eu intervenho na mesmice de todo mundo. Jogo cores onde não há, desenho arco-íris no olhar.
Ei, você se importa? atenta para o que eu te digo com carinho...
O meu olhar diz tanto, sobre tudo silênciosamente, e eu sei fazer tudo ficar recíproco, cúmplice e intenso.
Ei, você me ouve? Dá um sinal, avisa...
E eu te mostrarei que o amor que permeia tanta poesia, e a poesia que se entrega inteira pras palavras que querem dizer do abraço, conduz à fonte de todas as coisas, lá onde o desejo se origina.
Ei, você mesmo, vira pra mim o teu rosto, chega perto, assim de mansinho, mas não tanto, o pensamento não funciona, eu esqueço a ironia que ia dizer. Eu esqueço até o meu nome. Mas fixa teus olhos no espelho límpido dos meus...
Deixa eu te dizer, que eu sei fazer durar pra sempre, não minguar. Eu sei fazer de cada dia um livro inteiro. Tudo diferente, tudo entonante, uma conquista constante... uma primavera inaugurada a cada dia, em meio a um mundo inteiro chuvoso, cada vez mais o amor sendo a melhor experiência...
Ei, deixa eu te contar cada detalhe...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Andando nas bordas, bordando histórias..


Hoje eu notei, hoje eu percebi, que você continua nas margens de mim.
O tempo passou, tantas coisas mudaram, mas hoje, ao olhar pros lados, percebi que continuas lá, nas bordas, se equilibrando como criança que brinca, olhando para a vastidão do horizonte, sorriso no olhar, atravessando os lírios dos meus, me tomando devagarzinho.
Mas continua lá, apenas nas margens.
Não sabes que quando você ousou pisar na minha linha divisória, eu tremulei, como uma bandeira erguida em noite plena? Pois é! Mesmo assim te chamei para a travessia. Acenei, Fiz sinais de fumaça. Mas você não veio. Simplesmente não veio.Porque?
Hoje sei, você continua saboreando as bordas, lá é confortável, é seguro, é curioso, é limítrofe. É tão instingante (novidade) como tudo que é você. Mas deves perceber, que não caibo nesse estreito, que no extremo de cá, onde eu vivo, há muito mais para descobrir, curtir, conhecer e reconhecer.
Hoje eu olhei pras bordas de meu ser, e percebi que ainda estava alí a única pessoa que pode escolher os rumos dessa trajetória. Manter-se na barreira que nos separa, ou encontrar o caminho para além das fronteiras, no meu interior.
Secretamente.
N.B.B

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Palavras, apenas? Palavras!


Derrepente ela acordou envolta por uma película invisível, algo não homologado, nem patenteado, cujo o nome foge tal qual a caça do caçador. A caça, é algo que sempre interessou o homem, desde os tempos mais primitivos lá estava em destaque o grande caçador... Nos dias de hoje apenas o objeto de busca foi modificado. Pois é. Ele corre atrás, ela foge, a emoção aumenta. O dúbio sentimento de desejar a posse e de não possuí-la, chega a cegar... Torna-se uma procura insana, aterradora e, o que não sabemos no momento é que além disso, esta é absolutamente passageira. Uma vez diminuido o passo, vem a certeza, e com ela aquele tão temível e dominador: o tédio. Quando mais uma conquista é autenticada, quando o troféu é posto na estante, tudo por dentro que nos inebriava, some. Some porque não veio de dentro. Não veio de um momento de completa espontaneidade, quando em meio a conversas paralelas,os dois se olham, e num rápido flertar de dois segundos, dizem palavras de dois anos, ou mais...

Essa essencia não se gasta, não se abusa, mas renova-se como a fênix, da mais obscura cinza. Mas trocamos isso por procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis. As vezes, trocamos por migalhas de atenção e uma motivação falsa. Ai, tudo se transforma em palavras ditas sem dizer, em subentendimentos, em parafraseados e atitudes cheias de entrelinhas. Não sei se tudo ainda se faz mutável, o que eu sei é que quero mais que palavras, aprendi a valorizar mais que umas linhas digitada às pressas. Palavras não descrevem os olhos, as bocas, os braços e abraços, nem a alegria até então desconhecida, surgida de um (re) encontro.

Palavras agora,não me bastam mais...

N.B

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lançar Âncora!


Pensamentos avulsos me invadem como as águas de uma represa... E eu aqui sozinha, envolta pela escuridão da noite e a surpresa das propostas... As certas, as erradas. As certas ditas por bocas erradas, as que nunca deveriam ser feitas. Agarro-me a minha fé, o que me resta afinal? Clamar em alta voz àquele que faz as minhas estruturas estremecerem com apenas uma palavra... E quão suave essa palavra. O contato espiritual sublime me leva a uma nova amplitude de fé.

Simplesmente me afasto das minhas antigas convicções, simplesmente me agarro, de forma sutil a novas formas de acreditar e de me aprofundar nesse relacionamento sagrado, que em vez de produzir feridas, as sara, que transforma tudo num lindo despertar de bons momentos. Tudo em mim transborda em felicidade e certeza. Tudo em mim se agarra ao divino, sendo a minha própria alma tão parte dele quanto meu espírito. Talvez invisível para alguns, ou para todos. Hoje prefiro a discrição das atitudes encobertas, do que ostentar falsas glórias. Hoje me calo para não cometer erros atrozes contra mim mesmo. Hoje vejo tudo com ares mais alegres, sim, sou tomada de uma nova visão. É bom se ver livre de fantasmas... Daquela vontade de sumir em certos momentos cruciais. Aquela vontade de fugir do que eu sou, mesmo sendo isso tecnicamente impossível. Daquilo que eu não posso dizer, que é tão meu, e que às vezes me escapa pelos poros... É incrível como 1a palavra errada cala todas as certas, quando deveria ser o contrário...

É incrível como aquilo que vemos através dos olhos de alguém se difere tanto das palavras ditas e não ditas... Quem será que está mentindo? Ainda anseio encontrar as respostas, tanto quanto anseio encontrar tantas outras coisas... Apenas não me entrego mais, nem me desespero... Estou num barco, velas içadas, ancora levantada, em direção ao meu porto de escape. O mar está revolto, criaturas estranhas a espreita, tubarões famintos... Eu simplesmente deito e durmo... Sabe por quê??
Vou dizer: O meu capitão não falha, e é isso q me faz descansar com a máxima tranquilidade...


Narriman.B