sábado, 20 de novembro de 2010

Lutarei...

Eu digo e repito, sem desdizer nenhum momento,
Que enquanto houver sentimento eu vou lutar, não contra
Não à favor, mas lutarei pelo simples prazer de minhas mãos na batalha cobertas com a plena certeza de está lutando pela mais bela das causas!
Lutarei mesmo que o medo venha me apavorar com sua cara feia, e a baixa estima tente me ludibriar com seu papo manjado de que não sou capaz. Lutarei até não poder lutar mais, e farei dessa luta um emblema, de coragem plena, de certeza amena. Cuja imagem estampada traduza a enigmática magia, música ou melodia, contidos nesse olhar que contagia.
E darei minha real face à tapa, sempre que alguém em uma atitude ousada, me indagar dos reais motivos, que me fazem entrar em luta travada, encarando os paliativos, que nunca elimina as causas, mas leva ao embate decisivo.
Eu tomo minha postura de valente, já me familiarizei com desmoronamentos... Sigo em frente lembrando da constante renovação que tenho em minha mente. Tenho meu escudo eficaz, Desistir? Jamais!


N.B.B

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A linha tênue que divide a vida...


A tênue linha que insiste em existir. Que faz o individualismo balançar, arriscar cair no altruísmo, que vive lado a lado com a empatia, decorando os canteiros da harmonia. Basta um simples trepidar, e a corda bamba do amor próprio te leva ao orgulho, a exacerbação, e o "a quem honra, honra" te leva a babação. E quantas vezes, amor e ódio de mãos dadas estão?

Uma eterna contradição, entre estranhamento e magia, mais um passo e se rompe a melodia, transforma-se em caos o que antes era harmonia.

Olho pro lado de lá, vejo a religião às bordas da comunhão com Deus, uma linha as vezes aparentemente perpendicular, que se cruza em algum lugar. Ledo engano! Paralelas estão, lado a lado, formando um caminho apertado. Mas nunca se encontrarão.

E liberdade x prisão? Tão fácil é confundir. São várias linhas que forma uma cadeia. Coração em detenção máxima, mas que incendeia. A liberdade do ser humano percorre a veia, o coloca numa batalha constante em busca do que ele anseia.

Olhar-se no espelho da vida, se enxergar. Encontrar dentro de sí a solução. Tentar entender seu padrão, é de grande resolução. Dúvidas dissolvidas, conflitos solucionados. Mas há o outro lado. Você pode deixar o espelho parado e levantar quem está prostrado? Ou será que o narcisismo te afoga no mar da ilusão? E esqueces a importância de ser irmão? Revive o tão esquecido ato de dar a mão!

Mas há coisas que não se pode separar em linhas e demarcações nítidas. O amor, tendo a amizade como ponto de partida, duas nuances em uma vida. Quem poderá separar? Quando um do outro se afasta, apenas cinzas sobrará.

Esta é a vida, então, uma constante trepidação, linhas imaginárias, demarcação. Decisões constantes que nos dividem ao meio. Pensamentos e devaneios. Razão e emoção. Linhas sem conexão.

Saberás tú viver em equilíbrio então?


Narriman B.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eterna icógnita no abismo do coração

A voraz sagacidade das coisas espontaneamente vividas, escrevo eu...
existir é pouco perto do que eu sinto quando o faço...
Mas me diz, o que me levou a sentir, o que me levou a essa fuga perigosa da realidade, que flameja o fogo mais intenso?!
É como o içar das velas, que movidas em brisa, vêem nascer a tempestade, ocasionada por um simples sopro...
De vergonha, me calo, de alegria o sorriso escorrega quase que sem querer boca a fora, daí
me torno súdita do meu coração, mesmo que depois reprima tudo novamente, naquela sensação de que meu amor é um pássaro solitário, em busca de liberdade ha tanto perdida, e tão difícil de ser reencontrada.
Nesse impasse, detenho-me aos códigos, aqueles que a gente só atenta quando ama, quando a atenção é dobrada e nem os mínimos detalhes passam desapercebidos.
Essa alegria que pra mim é som suave, esse sorriso largo que entra em compasso nesse arranjo musical de notas bem humoradas[...]
Quem parará para entender as coisas que eu escrevo?

Tampouco as que sinto,tampouco as que imagino?
Gritar num alto falante as palavras que teimo em guardar só pra mim,seria de valia pra tí? Como lua cheia transbordo eu, já dando importância mínima pras palavras que outrora proferiram...
O mais profundo dos poços poderiam abafar o grito do meu coração? Duvido em extremo...!
Que seja insanidade pros que se dizem sábios...
Que seja besteira pros que se acham importantes.
Que seja à toa pros fúteis...
E improvável pro incrédulos...
Para mim será sempre uma incógnita prestes a ser descoberta.

Narriman B.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Num homem real se esconde uma criança,que deseja brincar...


Certo dia, passando costumeiramente por uma das ruas do meu bairro, num estado de contemplação plena, onde a retina dos olhos se abre para expectação de tudo o que acontece ao redor, que muitos não podem perceber, por estarem atentos aos seus próprios problemas e pertubações do dia a dia, me deparei com uma cena que me encantou. Não, não foi algo sobrenatural, que me desse a sensação de estar no paraíso, coberta com um céu de brigadeiro e criaturas exóticas por todos os lados. Na verdade é uma cena que enojaria aqueles ditos como abastados. Avistei uma criança, envolta com toda sua graciosa simplicidade, brincando na lama. A expressão que decorava a face daquela criança ecoa na minha mente até agora: sorriso pleno, tão grande que não cabendo no rosto, escorregava para o corpo todo numa verdadeira celebração daquilo que chamo de genuína felicidade. Nesse momento, me pus a pensar, não sem pesar, no quanto vamos nos corrompendo com o passar do tempo, enquanto nos tornamos inevitavelmente adultos.
Que bicho é esse tal de Adulto? Uma criança que esqueceu como emoldurar um sorriso no rosto e de ser congruente com suas próprias emoções? Que não tem perdão para dar a ninguém, nem a sí próprio? Um menino que sabe o que significa as palavras amor, sinceridade, singeleza e leveza, mas apenas na teoria? Que se lançou contra as paredes das suas defesas e deixou fincarem no seu ser as facas da opinião social? Um adolescente que esqueceu o sentido da vida, de se entregar aos momentos, de permitir-se? Um quase-idoso sem a melódica sabedoria das experiências de vida? Que imagem as pessoas congelaram em sí do que é ser adulto, de e ter maturidade? Certamente não é a que pretendo seguir, não é o que vêem ao olhar para mim. Como Nietszche dizia, a maturidade está na seriedade pueril dos menores. Ela reside em encontrar de novo a seriedade que se tinha quando criança, ao brincar. A maior parte de nós, adultos, trancafiamos, através das cadeias da razão aprendida nas escolas, esta criança. Nos tornamos viciados em prazeres inalcançáveis, vítimas de desejos insaciáveis, e esquecemos os momentos efêmeros que quando criança tínhamos, que nos escancarava sorrisos palpáveis no rosto. Parece que perdemos a inocência que adoça a vida, fazendo-a tão bela. Alienamo-nos ao mundo das obrigações e a lazeres vendidos por preços exorbitantes. Isso é a raíz de tantas mazelas psicológicas que soterram o homem moderno. Mas quanto á você, não se entregue. Ainda podes encontrar a criança que habita em tí, aquela é que "pai do homem que és", ela está aí, indefectível, trancafiada entre os muros da conformidade.
Ainda podes fazer um vôo rasante às margens do teu inconsciente, onde a tua verdadeira identidade reside. Você tem as asas da imaginação, e o sopro da criatividade para isso. Se cair ao fazer isso, não se preocupe. Há um mar de possibilidades onde podes surfar sem medo, pois as ondas te levarão lá para onde tua certeza se esconde, junto com a liberdade de ser tudo que tens potencial para ser.
Toque as trombetas da emoção e derrube o muro intransponível da razão. Veja que por trás dele há alguém que sabe pintar o quadro da vida com cores vívidas e alegres, diferente desse retrato em preto-e-branco de um momento tão concreto quanto o muro que você acaba de derrubar. Desarme-se, deixe de brincar de "tiro ao alvo" sendo muitas vezes o "alvo" das suas próprias armas de altocrítica, de depreciação, de falsa moral. Você é apenas uma criança, completamente dependente dos braços do Pai para sair das agruras e decepções que te circunda. Um filho por adoção se adaptando às maravilhas de um novo lar, de um novo ser, de um novo "eu". Cadê as amarras que privavam você da sensação plena de liberdade? Se eu não me engano, elas acabam de cair ao chão. Acabas de chegar a um universo que não havias visitado antes, apenas avistado, dotado de mares, regiões abissais, maravilhosas montanhas, céu com vista plena, e milhares de criaturas não catalogadas. Na frente um letreiro com dizeres em neon: "Bem vindo ao seu coração".Entre e explore a vontade!


Narriman B.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Deve ser assim.

Deve ser assim...
Ter você
Está com você
Amar você...

Deve ser como ver meus muros ruirem
Liberdade plena...
E ter certeza de depois de uma noite escura...
virá uma manhã mais amena


Deve ser assim
Um duento de equilíbrio e propósito...
Tudo compartilhado
depósito esvasiado
É sorriso escorregando no rosto,

A maior das minhas aventuras
Um encanto com tudo que é proposto...
É viver acima das alturas...
Com nossas vidas e projetos justapostos

Deve ser assim...
Uma ação presenteada a cada momento.
Educação, postura, prazer e contentamento
E Eu fico suscetível de coerção...
deixando pegadas rumo ao meu coração...

Já é certo, te farei uma surpresa.
Te presentearei com flores de coesão e certeza.
Colherei do meu jardim a mais meiga esperteza...
Verei tua face enrubescer... Exímia beleza.

E enquanto tudo se encaminhar...
verás tú escrito no meu olhar?
Os sinais, os passos, as pistas enfim...
Detalhes de uma investigação, Você é perito, ou não?Mostre isso a mim!

Então usarei da minha altoridade nos mares da emoção
Mergulharei sem medo na intensidade desse mar
Te convencerei a vir também, a se jogar
Terei eu tal poder de persuasão?

Tendo a resposta ou não, eu penso enfim...
Estar com você
ter você
amar você
Deve ser assim...

Por: Narriman B.

Prenda a respiração e... se jogue!



Quando mergulhamos profundo em um oceano, corremos alguns perigos.
Há inicialmente toda a curiosidade de saber o que há embaixo de tão profundas águas, alí escondido e quase impenetrável. Se decidimos nos jogar então nessa expectativa, a cada braçada nos depararemos com coisas que impressionam, coisas nunca antes contempladas.
Mas no convés da emoção, não levamos em consideração o perigo que esse mergulho inesperado pode ocasionar. É necessário está devidamente preparado e equipado, mas apenas isto não basta,pois quanto mais profundo vamos, maior é a pressão exercida sob nossos pulmões, ou seja, mais ''sem fôlego'' ficamos...
Retornando a questão inicial, o quanto você está disposto a correr riscos? Na entrave de suas decisões, quão ganancioso és, a ponto de se lançar de olhos fechados em algo que para você ainda é oculto, mergulhar onde até agora você só arriscou molhar os pés?

O que se espera do inesperado? O que estará alí escondido, será que valerá à pena? Talvez guiados por essa dúvida, também possamos vir a perder o complemento da nossa alma, aquilo que os nossos olhos tão incoscientemente desejam ver, tocar, sentir, viver. "Perder o fôlego" é um sonho que tememos, um desejo que ocultamos, uma extravagância que contemos, uma emoção que guardamos pra depois. Mas e se não houver o depois? E se o depois for uma paisagem pela qual passamos e admirados olhamos pela janela, procurando captar através de uma fotografia, vista depois de um certo tempo, quando se percebe que aquilo é o que sempre se desejou ver, e que uma foto nada mais é do que uma lembrança congelada, e impossível de ser revivida. Talvez isso seja a essencia de se correr o risco: querer viver em plenitude aquele belo momento.

E talvez isso seja tão intenso e profundo, quanto ter todo o peso de um oceano sob seus frágeis pulmões. Mas o talvez é só um detalhe diante da imensidão que nos envolve quando ousamos mergulhar, nesse oceano profundo, desconhecido, e cheio de surpresas...

Narriman B.

No princípio era a dúvida

...

Mas,com o decorrer dos momentos eu a executo,transformo-a em mero tapete para descobertas..

O que há em mim floresce diferente do que pensam, e possui forma própria ,independente do que é vivenciado em outras instâncias e em outras formas de vida...O que há em mim pulsa, e se refaz na aura do dia que traz em seus raios a esperança de uma nova chance...

O medo, nossa defesa pessoal, abre seus braços na tentativa de envolver-me por completo, de separar o que já se faz indivisível: as certezas que percorrem minha alma. Mas seriam essas certezas as certas? Quem poderia afirmar isso comprovadamente? É necessário que eu me contradiga? Pois que seja, se isso me levar ao conhecimento interior pleno que eu tanto necessito, é um doce preço que eu pago feliz...

Há tanto a ser moldado, que ofereço a mim mesma como mediadora desse processo de transformação. Há o que ser abandonado, roupagens antigas que ainda deixam seus fiascos em nós. Pode ser que se livrar disso acarrete sofrimento, mas vale á pena seguir. Há em mim uma necessidade enorme de se vestir de mim , do meu ''eu'' mais oculto,mas a pergunta é: quem o compreenderia? Me torno agente dessa resposta: o Criador da minha alma, Ele conhece bem a matéria que Ele mesmo projetou. Ele me dá embasamento para esse novo momento , se faz luz em meio a escuridão em que eu havia vivido. Sim,ele e mais ninguém. Se estou envolta de lúgubres noites, Ele é a luz, a sua paz é aquela que permanece em nós, mesmo em meio a dor, a angústia, a perda de sí mesmo, a perda do outro....

Ele nos traz o perdão que nós negamos a nós mesmos. Os remorsos dentro desse parâmetro deixa de existir, pois Àquele que habita em nós não trabalha com remorso, mas com arrependimento. O profundo arrependimento e o auto-perdão nos dá a coragem necessária pra consertar o que está fora do lugar ,que muitas vezes foge a nossa compreensão. É inexprimível, mas de rara importância. Não somos o que queremos ser? Paciência! Podemos chegar a ser, capacidade não falta para preenchermos o que ainda é lacuna em nós. A vida com Cristo nos dá essa abertura,a segurança de ancorar em novos caminhos, descobrir novas fronteiras, transmutá-las. Isso nos leva a plenitude cristã.

Narriman B.